Ferrari 308 GTS 1982 by HotWheels Elite


Durante os 18 primeiros meses de produção do 308 GTB, a carroçaria era na sua maioria em fibra de vidro, evoluindo para uma carroçaria em chapa. As carroçarias em fibra de vidro eram mais leves em perto de 125kg. 
O V8 de 2927cc do 308 era capaz de debitar 255 cavalos. Em 1980 um sistema de injecção Bosch K-Jetronic foi instalado por forma a respeitar as normas de emissões. Isto fez com que a potência descesse para os 215cv, tornando o 308 GTBi o mais lento da sua série. 
Em 1981, a Ferrari lançou o motor V8 de 3 litros com 4 válvulas por cabeça. Este 308 tornou-se conhecido como 308 GTB/GTS Quattrovalvole. O motor debitava agora 240cv, e com o peso extra, resultante da exclusão da fibra de vidro, o desempenho e controlo estavam agora iguais aos da versão de lançamento. 

O 308 foi o primeiro road car de dois lugares com motor V8 produzido pela Ferrari. Apresentado em 1975, foi o, há muito esperado, sucessor do incomparável Dino 246 GT. A série 308 foi um novo começo para a casa Ferrari como referência na produção de desportivos para uso “civil”. Assim o 308 foi concebido como a referência no seu segmento. Fê-lo de forma notável, e continua a ser dos automóveis com maior influência junto dos seus entusiastas. O 308 foi o carro com o qual foram comparados os desportivos que lhe sucederam, a base para todos os Ferrari V8, tanto de estrada como de competição, o carro que aproximou a Ferrari do público em geral. 25 anos mais tarde, a forma e som do 308 continuam a ser “Ferrari” na mente de muitos. 

O 308 GTS deu a Pininfarina a oportunidade de diversificar o seu estilo. O resultado foi a redefinição do aspecto que um Ferrari, ou na verdade, um desportivo deveria ter. A tarefa atribuída a Pininfarina foi a criação de um automóvel de dois lugares com motor V8 central, e poucos esperavam que o designer de Turim tivesse uma resposta tão categórica. 

As linhas do 308 têm parte do ADN do Dino 246 GT de Pininfarina. No entanto, se o Dino era a última expressão do design curvilíneo dos anos 60, o 308 era nitidamente um passo em direcção ao futuro. Desde a sua frente aguçada com um pára-choques fino e uma entrada de ar recuada, aos faróis retrácteis, a linha flui seguindo o pára-brisas, passando pelos flancos, reunindo-se nos pilares laterais terminando num subtil lip traseiro. O design é tão belo e eficaz que tem servido de base para o design de muitos dos Ferraris V8 que o seguiram e objecto de estudo para estudantes de design por todo o mundo. 
Os GTS tinham painéis “ripados” sobre as janelas triangulares traseiras. Uma entrada de ar mais eficaz, dianteira e traseira, permitiu a refrigeração de cada evolução do motor. 
O design do 308 foi tão icónico que praticamente não se verificaram mudanças numa década de produção. 

Marca: Ferrari 
Modelo: 308 GTS QV 
Ano Lançamento: 1982 

Motor 
Cilindrada (cc): 2927 
Potência máxima (cv/rpm): 243/7000 
Binário máximo (Nm/rpm): 260/5000 
Nº Cilindros: 8 
Válvulas por cilindro: 4 

Prestações 
Velocidade máxima (km/h): 251 
0-100 km/h (s): 6.7 

Transmissão 
Tipo: T 
Caixa: 5M 

Dimensões 
Comp./Larg. (mm): 4229/1720 
Distância entre eixos (mm): 2339 
Peso (kg): 1286 
Nº Portas: 2 
Depósito (l): 74

Miniatura: Trata-se de mais um bom trabalho da HotWheels Elite, com bastante detalhe. A abertura funcional dos faróis, a capota amovível são agradáveis surpresas, numa miniatura com um interior numa cor excepcional e um motor bem detalhado. 
















































Ferrari 250 California Spider SWB 1958 by Hot Wheels Elite


O Califórnia Spider nasceu quando os representantes da Ferrari nos EUA, Jon von Neumann e Luigi Chinetti, convenceram Enzo Ferrari a criar um potente descapotável baptizado com o nome daquele que era o melhor mercado no país. O Califórnia Spider surgiu como um super-carro e era altamente cobiçado devido ao reduzido volume disponível no mercado. Cada carro era único por si próprio, existindo algumas unidades que foram produzidas com motores de competição, e outras, com o raríssimo hardtop de origem. 
Com a mesma transmissão que o lendário 250GT, que venceu o “Tour de France”, o Califórnia Spider era um carro empolgante e atingia de igual forma os 225km/h. Tinha o mesmo chassis que os Ferrari que rolavam nas pistas de competição. Por esta razão fazia sentido equipar estes carros com propulsores de competição e componentes de alumínio preparando-os para competir em Le Mans e Sebring. Os Spider Competizione tiveram boas prestações na classe GT e afirmaram a raça desportiva dos Califórnia Spider. 
A carroçaria era fabricada manualmente pela Carozerria Scaglietti, construtora da maioria das carroçarias de competição da Scuderia Ferrari na época. O seu design baseava-se em grande parte na 1ª série do 250GT Cabriolet de Pinin Farina tendo contudo uma novidade nos faróis traseiros apresentados na vertical. O seu design era de uma forma geral mais “libertino” que o do 250GT Cabriolet, um carro mais sóbrio e luxuoso. 
A nível de interiores o California Spider era simples sendo o sistema de aquecimento o único luxo. A capota era justa, bem construída e proporcional, mas não tinha forro. Existiram duas séries distintas sendo o elemento diferenciador o comprimento do chassis. A primeira série assentava no chassis do 250GT Tour de France, e em 1958 Ferrari apresentou um Califórnia Spider mais curto e rígido, com o chassis SWB (short wheel base). Esta última versão era superior, vinha equipada com travões de disco e um motor mais potente. Um total de 125 carros foram produzidos entre 1958 e 1963 e em 1967 foi produzida uma série de 365 unidades. 

Relativamente à miniatura, é um excelente trabalho da HW Elite, o motor tem imenso detalhe, a cor é lindíssima e os interiores limpos e sóbrios como o original, têm pormenores muito bons. É, no geral, uma miniatura muito competente.